La educación en las páginas de folha de São Paulo
un periódico al servicio del capital (1964-1972)
DOI:
https://doi.org/10.25757/invep.v16i1.493Palabras clave:
Folha de São Paulo, Orden burgués, Dictadura civil-militar, EducaciónResumen
Este estudio analiza la contribución de Folha de São Paulo a la construcción de consenso a favor del golpe de Estado de 1964 y la consolidación de la dictadura cívico-militar, entre 1964 y 1972. Al presentarse como defensor de los “intereses nacionales”, el periódico deslegitimó el gobierno de João Goulart, asociándolo con el comunismo, el desorden y el colapso institucional, al tiempo que exaltaba a las Fuerzas Armadas como garantes de la “legalidad” y la “paz social”, es decir, como salvadoras de Brasil. En el ámbito educativo, el estudio identifica una defensa recurrente de una concepción de la educación subordinada al desarrollo económico, la eficiencia y la productividad, en consonancia con los intereses empresariales y la racionalidad del capital. La investigación se basa en el materialismo histórico-dialéctico y aborda autores como Hobsbawm (1998), Lenin (1918) y Marx y Engels (2007). Se descubrió que, al difundir interpretaciones y marcos ideológicos sobre política y educación, la prensa actuó como agente de legitimación y naturalización de los proyectos burgueses, contribuyendo a restringir la educación pública y reforzando su instrumentalización como apoyo al orden social imperante. Esta estrategia resultó en la restricción de la educación brasileña y la propagación de la educación como instrumento económico, reforzada por la doctrina hegemónica del capital a favor del orden burgués.
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