Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep <p>A revista <em>Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional</em> (INVEP) é uma publicação do Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais (CIED) da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa. Os principais objetivos da revista são: (a) constituir-se como fórum de debate científico e académico para investigadores, professores e educadores; (b) divulgar trabalho científico realizado no âmbito da educação; (c) aproximar o trabalho de investigação (empírico e teórico) às prática educativas e (d) garantir a divulgação de informação científica plural e baseada em rigorosos princípios éticos.</p><p>A revista é aberta a todos os investigadores e docentes nacionais e internacionais.</p><p>Fundada em 2000, a INVEP foi publicada até 2010 em formato impresso. A partir de 2011, a revista aderiu ao formato online e nesta data iniciou uma nova numeração correspondente a um novo ISSN 2182-1372, pautando-se pelo cumprimento de elevados critérios de qualidade, incluindo a revisão por pares <em>double blind</em>. Tendo como ambição constituir-se como uma revista de referência no que respeita à divulgação do conhecimento na área da educação. Em 2015, a submissão de artigos é realizada através de plataforma online <strong><em>Open Journal Systems</em></strong> (<strong>OJS)</strong> (http://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/index).</p><p>Em 2016, a revista foi integrada na base de dados SciELO e na <em>SciELO Citation Index da Web of Science</em>, aguardando-se o fator de impacto de 2016 e 2017, em 2018. Igualmente, em 2016 a revista foi abrigada no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP). Em 2018, foi alojada na plataforma ibero-americano REBID e no Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal Latindex.</p><p>Os indicadores da revista são monitorizados pelo <em>Google Analitics </em>desde novembro de 2016.</p> CIED - Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais pt-PT Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional 0874-9620 <p>Os artigos da revista <em>Da Investigação às Práticas</em>: <em>Estudos de Natureza Educacional</em> estão licenciados conforme <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/"><em>Creative Commons Attribution License</em></a> <span class="cc-license-identifier"> (CC BY-NC 4.0</span>) Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p><p>Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os artigos estão simultaneamente licenciados sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/"><em>Creative Commons Attribution License</em></a> que permite a partilha do trabalho com reconhecimento da sua autoria e da publicação inicial nesta revista.</p><p>Os autores têm autorização para disponibilizar a versão do texto publicada <em>na </em><em><em>Da Investigação às Práticas</em></em><em>: </em><em><em>Estudos de Natureza Educacional</em></em><em> sem custos </em>em repositórios institucionais ou outras plataformas de distribuição de trabalhos académicos (p.ex. <em>ResearchGate</em>), com a devida citação ao trabalho original.</p><p>A revista não aceita artigos que estejam publicado (exceto sob a forma de resumo ou como parte de uma tese), submetidos ou sejam submetidos durante o processo editorial a outras revistas ou publicações. Após publicado o artigo não pode ser submetido a outra revista ou publicação parcial ou totalmente sem autorização da coordenação editorial da <em><em>Investigação às Práticas</em></em><em>: </em><em><em>Estudos de Natureza Educacional</em></em><em>.</em></p> Acolhimento de requerentes e beneficiários de proteção internacional https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/292 <p>A denominada crise de refugiados, teve, na Europa, um crescimento muito significativo a partir de 2015, em grande medida fruto de uma guerra sem fim à vista, na Síria e, já em 2021, devido à crise política e social que espoletou no Afeganistão. Ao chegarem a um novo país, requerentes e beneficiários de proteção internacional têm a legitimidade de esperar que lhes seja permitido o acesso a um lugar seguro para ficar, formas de assegurar as suas necessidades e direitos fundamentais, e liberdade para participar de forma plena em tudo o que as envolva. A questão do acolhimento destas pessoas reflete o desafio da responsabilidade dos Estados e suas instituições, e exige tratar o outro como um cidadão de pleno direito, com o mesmo acesso aos recursos do país e da comunidade onde se instala, mas sem precisar de anular a sua identidade. Com o presente artigo pretende-se refletir acerca dos percursos destas pessoas que, para além das dificuldades em conseguir a documentação que permita a estadia legalizada e usufruto de direitos no novo país, são confrontadas com o desfasamento entre o que as políticas de acolhimento definem, e o que é feito localmente. Nesta medida, ambiciona-se compreender as razões que levam a que tal aconteça, e refletir acerca da necessidade de estas pessoas terem um papel ativo em todo o processo de acolhimento, para que consigam conquistar autonomia, encontrar o seu lugar na comunidade, se assim o desejarem, sem ficarem reféns das ajudas humanitárias.</p> Joana Vaz Ferreira Direitos de Autor (c) 2022 Joana Vaz Ferreira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 5 25 10.25757/invep.v12i1.292 Se esta rua fosse minha https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/316 <p>“Se esta rua fosse minha” foi o mote para o desenvolvimento de um processo de trabalho com estudantes de artes visuais e tecnologias, como forma de introduzir a investigação em arte e design baseada na prática e guiada pela prática (<em>practice-based e practice-led research</em>) tendo como ponto de partida a intervenção em espaço urbano. &nbsp;A realização de uma cartografia urbana que incluiu formas participadas de diagnóstico, propostas de atuação e intervenção, foram etapas definidas para a ideação de um projeto, por via do qual poderiam os estudantes propor formas de atuação baseadas na prática artística, na prática do design ou na interligação entre ambas as áreas. O presente texto pretende dar conta dos processos de trabalho e dos resultados deste projeto, considerando as suas vantagens, contingências e limites, procurando, finalmente, servir como ponto de reflexão acerca das ligações entre escola, comunidade e participação cívica na formação de futuros profissionais, nas áreas das artes visuais, do design ou da educação artística.</p> Teresa Isabel Matos Pereira Sandra Pereira Antunes Direitos de Autor (c) 2022 Teresa Isabel Matos Pereira, Sandra Pereira Antunes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 26 45 10.25757/invep.v12i1.316 Acento de palavra no português como língua estrangeira https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/323 <p>Alguns estudos mencionam dificuldades no desempenho ao nível do acento de palavras em Português Língua Estrangeira (PLE), nomeadamente em aprendentes de língua chinesa. No entanto, são escassos os estudos empíricos sobre o tema. Consequentemente, este estudo-piloto visa (i) compreender melhor o desempenho na produção e perceção de acentos de palavra por alunos chineses de PLE e (ii) retirar as implicações pedagógicas relevantes para práticas de ensino de pronúncia ajustadas. Este estudo em sala de aula foi realizado numa disciplina de Laboratório de Línguas e envolveu 12 participantes: estudantes chineses a frequentar a licenciatura em Português, que começaram a aprender a língua seis meses antes. Foram aplicados dois testes: Teste 1 – discriminação de pares de palavra/frase diferindo na posição do acento de palavra e leitura oral preparada de um pequeno texto; Teste 2 – discriminação de pares de palavra/frase diferindo na posição do acento de palavra e leitura oral não ensaiada de um pequeno texto. Os textos eram comparáveis ​​em termos de extensão, tema, vocabulário, complexidade gramatical e padrões de acento de palavras. As principais descobertas incluem uma diferença estatisticamente significativa nas taxas de correção da leitura preparada e não preparada e o impacto nas taxas de erros identificados de variáveis ​​linguísticas como extensão de palavra, padrão de acento e regra de “acento a partir da ortografia”. Apresentam-se também as implicações pedagógicas destes resultados.</p> Adelina Castelo Direitos de Autor (c) 2022 Adelina Castelo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 46 78 10.25757/invep.v12i1.323 O perfil dos professores portugueses de PLE na China continental https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/314 <p>O ensino de PLE tem prosperado no território chinês devido ao aprofundamento das relações socioeconómicas e diplomáticas com os países de língua portuguesa. A aprendizagem da língua portuguesa tem sido sinónimo de competitividade e empregabilidade para os estudantes de Português presentes em mais de meia centena de instituições de ensino superior dispersas pelas diversas regiões da China. Devido ao célere crescimento do ensino e à extensão territorial, existem particularidades do PLE na China que carecem ainda de uma análise minuciosa e descritiva. Neste âmbito, este artigo tem como principal objetivo compreender o perfil e as características dos professores portugueses na China continental. Através do recurso a questionários dirigidos aos docentes, as principais conclusões deste estudo permitem compreender aspetos como a dimensão quantitativa, a formação académica e profissional, a distribuição geográfica ou a presente situação laboral destes professores, afetada, em muitos casos, pelos efeitos da pandemia.</p> Manuel João Pires Direitos de Autor (c) 2022 Manuel João Pires https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 79 96 10.25757/invep.v12i1.314 Contributo do conto de histórias na promoção do desenvolvimento social de uma criança com multideficiência https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/311 <p>Crianças com multideficiência necessitam de respostas educativas que criem oportunidades para participarem em atividades com os seus pares, alargarem as relações sociais e aumentarem os conhecimentos acerca do mundo que as rodeia. O presente estudo qualitativo procurou perceber de que modo o conto de diferentes tipos de histórias (autor, sociais, multissensoriais) em diversos contextos, influencia o envolvimento e a participação de uma criança com multideficiência na atividade de contação de histórias, bem como o seu desenvolvimento social. Participaram no estudo uma criança com multideficiência e os seus pares do jardim de infância que frequentava. A recolha de dados realizou-se através da observação, da análise de redes sociais e da pesquisa documental. Os resultados mostram que a criança com multideficiência participou de uma forma muito positiva na atividade de contação de histórias, apresentando comportamentos distintos perante os diferentes tipos de histórias contadas. A atividade trouxe ganhos importantes para todas as crianças.</p> Clarisse Nunes Susana Soares Direitos de Autor (c) 2022 Clarisse Alexandrino Nunes, Susana Soares https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 97 130 10.25757/invep.v12i1.311 Livros viajantes inclusivos https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/304 <p>Este artigo apresenta o projeto 'Livros Viajantes Inclusivos', desenvolvido pela SEIES - Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social, em parceria com as bibliotecas escolares, nas escolas do ensino básico do concelho de Setúbal. O projeto ‘Livros Viajantes Inclusivos’ tem como objetivo promover atividades em contexto escolar sobre a não discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género. O foco central do projeto é o potencial da literatura infantojuvenil para a promoção de uma sociedade inclusiva e baseada no respeito pela diversidade. Ao longo dos anos letivos em que foi implementado, de 2015 a 2019, o projeto 'Livros Viajantes Inclusivos' teve como principais resultados, nos 5 agrupamentos de escolas envolvidos, o desenvolvimento de atividades de exploração de livros infantis com 20 turmas do pré-escolar e 156 turmas do 1º ciclo, num total de cerca de 4.000 crianças. No âmbito deste projeto foi realizada a oficina de formação LER PARA A IGUALDADE, em parceria com a Escola Superior de Educação de Setúbal, com o objetivo de dar resposta às necessidades de formação das/os docentes envolvidas/os. São apresentadas e analisadas as atividades realizadas no contexto da formação e os impactos na prática profissional das/os participantes. &nbsp;</p> Eduarda Ferreira Direitos de Autor (c) 2022 Eduarda Ferreira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 131 158 10.25757/invep.v12i1.304 Educação em museus https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/301 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo propõe uma reflexão acerca das ações educativas realizadas em museus e, simultaneamente, sobre os conceitos e metodologias que perpassam os campos da educação, da história e do patrimônio. No segundo momento, numa abordagem mais pontual, observamos o trabalho do Museu de Antropologia do Vale do Paraíba – MAV - considerando relatórios produzidos pelo Setor Educativo da instituição, entre 1995 e 1996, período no qual se nota uma preocupação maior com a realização de práticas educativas. Essa dupla mirada permite pensar tanto sobre as atividades pontuais do MAV quanto, em termos mais amplos, discutir o tema da educação em museus e sua ligação mais ou menos vigorosa com protocolos escolares, seus currículos e práticas. Os objetivos, sobretudo, relacionam-se à defesa do patrimônio e da preservação de registros do passado, a garantia de acesso e sua democratização. E à defesa, é claro, de uma educação em museus capaz de promover estes ideais.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Palavras-chave: Museu, Educação em museus; Educação Patrimonial</span></p> Patricia Cruz Maria Angela Borges Salvadori Direitos de Autor (c) 2022 Patricia Cruz, Maria Angela Borges Salvadori https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 159 187 10.25757/invep.v12i1.301 O Projeto Plant@ESELx e a participação dos estudantes na caracterização do património vegetal da ESELx https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/321 <p>O projeto Plant@ESELx é um projeto de intervenção nos espaços exteriores da Escola Superior de Educação de Lisboa (ESELx), que visa a valorização do património vegetal da instituição e, simultaneamente, a consciencialização da comunidade académica para a importância da sua preservação e para o potencial didático-pedagógico que o mesmo pode apresentar. No âmbito deste projeto, foram inventariadas as principais espécies vegetais existentes e procedeu-se à sua identificação e caracterização. O processo de caracterização teve a participação direta de estudantes que, no âmbito da unidade curricular de “Mundo Vivo” da Licenciatura em Educação Básica, fizeram a pesquisa da informação necessária à caracterização das espécies identificadas, informação essa que foi depois organizada num <em>website</em>. Foram também criadas e colocadas placas identificativas junto dos exemplares caracterizados. Essas placas contêm um código QR que permite, através de <em>smartphones</em> e outros dispositivos móveis, o acesso rápido a toda a informação disponível no <em>website. </em></p> <p>No final, os estudantes responderam a um questionário, em que manifestaram a sua opinião sobre o trabalho realizado e sobre o projeto Plant@ESELx. Os resultados revelam que os estudantes consideraram a sua participação como um importante momento formativo e destacam, para além da valorização dos espaços exteriores, o contributo do projeto para um aumento do respeito pela biodiversidade na comunidade académica.</p> Nuno Melo Carlos Telo Pedro Sarreira Direitos de Autor (c) 2022 Nuno Melo, Carlos Telo, Pedro Sarreira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 188 208 10.25757/invep.v12i1.321 Entre as incertezas e o virtual https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/291 <p>Este artigo analisa as possibilidades da mobilidade acadêmica internacional no contexto atual de pandemia covid-19. Discute também o futuro da educação superior, da situação da mobilidade acadêmica durante a pandemia e da oferta da mobilidade virtual internacional, considerando o cenário mundial do covid-19 com seu impacto nas relações e formas de aprendizado. O estudo teórico e reflexivo, assume um caráter exploratório de natureza interpretativa e baseia-se em recursos bibliográficos e documentais. Os resultados se concentram nos efeitos da mobilidade acadêmica internacional para a vida e a mobilidade dos estudantes e as novas possibilidades que se abrem para a cooperação internacional entre instituições universitárias em todo o mundo.</p> Karla Maria Figueiredo Sônia Maria Sampaio Direitos de Autor (c) 2022 Karla Maria Figueiredo, Sônia Sampaio https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 209 229 10.25757/invep.v12i1.291 As (im)possibilidades de diferentes metodologias no ensino remoto emergencial https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/282 <span lang="PT">Este trabalho apresenta o relato de uma experiência de estágio realizado nas disciplinas de Psicologia da Educação I e II, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, oferecidas aos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Filosofia e Música, no período letivo de 2020/1. Objetiva-se ressaltar a importância da compreensão de diferentes metodologias na promoção da aprendizagem, especialmente no contexto do Ensino Remoto Emergencial, pontuando possibilidades e dificuldades do trabalho docente nesta modalidade, com base no referencial teórico de Saviani (2018), Miranda (2008) e Masetto (2003). Relata-se a experiência das estagiárias, considerando a bagagem teórica e as (im)possibilidades de análise e intervenção em campo como fundamental para a formação docente comprometida com a educação e a transformação da realidade. Conclui-se que a experiência foi formativa para as estagiárias, pois apesar dos desafios do Ensino Remoto Emergencial, a utilização de metodologias diversificadas mostrou-se benéfica.</span> Sheila Daniela Medeiros dos Santos Amanda Ingrid Santos Lima Lívia Maria Teran Cavalcanti Ana Paula Kunzler Jordana de Castro Balduíno Paranahyba Direitos de Autor (c) 2022 Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 230 252 10.25757/invep.v12i1.282 Sala de aula ou redação do jornal? https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/310 <p>No século subsequente aos seminais trabalhos de Kilpatrick (1918) e Freinet (1976), mantêm-se fundamentais ações pedagógicas dialogantes com as conceções de ‘trabalho por projeto’ e ‘jornal escolar’, referenciais estruturantes para se equacionar uma real formação cidadã.</p> <p>Decorrente dessa perspetiva, este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa que assentou na seguinte questão: Que opiniões constroem os alunos do 2.º ciclo do Ensino Básico sobre a experiência de criarem um jornal escolar?. Uma experiência que envolveu duas turmas do 5.º ano e uma do 6.º ano, no ano letivo 2020/21, numa instituição escolar privada portuguesa.</p> <p>Como principais resultados destacam-se, por um lado, o reconhecimento consensual do ‘ensino por projeto’ como uma prática relevante para a aprendizagem dos estudantes e, ainda, para o desenvolvimento de competências de interação social; e, por outro, a constatação justificada das potencialidades de tal opção curricular na promoção da autonomia e autodeterminação das crianças e jovens.</p> Ana Isabel Moreira Pedro Duarte Direitos de Autor (c) 2022 Ana Isabel Moreira, Pedro Duarte https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 253 280 10.25757/invep.v12i1.310 Editorial https://ojs.eselx.ipl.pt/index.php/invep/article/view/329 <p>Este número da Revista vem a lume numa altura em que os tempos continuam conturbados, não só pelos efeitos da pandemia de Covid19, como também da guerra na Ucrânia. Um dos contributos que podemos dar para um mundo melhor é apostar na educação e na elucidação de todos sobre as mais diversas temáticas que marcam a nossa atualidade e que resultam da investigação que tem sido feita nos vários temas sob o escopo da Revista.</p> <p>O primeiro artigo que queremos destacar intitula-se<em> Acolhimento de requerentes e beneficiários de proteção internacional: Da intervenção normativa à intervenção comprometida com uma democracia participativa </em>e foca precisamente o grande desafio encarado pelos Estados e pelas instituições no acolhimento de todos aqueles que fogem de situações muito difíceis.</p> <p>A intervenção social, a partir das práticas de educação não-formal, está também presente neste número. O artigo intitulado <em>“Se esta rua fosse minha”. Propostas de intervenção em espaço urbano, no cruzamento das artes plásticas e do design</em> dá conta de um processo pedagógico com estudantes de artes visuais e tecnologias que tem como base a investigação em arte e <em>design</em>, baseada na prática e guiada pela prática (<em>practice-based e practice-led research</em>), a partir de uma intervenção em espaço urbano, procurando também contribuir para uma reflexão sobre a relação entre a comunidade, arte-design e o papel dos futuros profissionais destas áreas enquanto agentes de transformação social.</p> <p>Nesta edição, o domínio da língua portuguesa oferece um conjunto de artigos muito relevantes. O Português Língua Estrangeira surge em dois artigos, nomeadamente <em>Acento de palavra no português como língua estrangeira: Um estudo-piloto e suas implicações pedagógicas</em> e <em>O perfil dos professores portugueses de PLE na China continental</em>, abordando ambos o ensino da nossa língua na China, país em que o interesse pela língua e cultura portuguesa se mantém elevado.</p> <p>Também os livros para a infância são tema de dois artigos. O primeiro, intitulado <em>Contributo do conto de histórias na promoção do desenvolvimento social de uma criança com multideficiência</em>, centra-se no impacto das histórias junto de uma criança com multideficiência, enquanto o segundo aponta para o papel importante que as histórias podem desempenhar na criação de uma sociedade inclusiva e desperta para a diversidade relativa à orientação sexual e à diversidade de género: <em>Livros Viajantes Inclusivos: falar sobre questões LGBT nos jardins de infância e escolas do 1.º ciclo</em>.</p> <p>O artigo intitulado <em>Educação em museus: Entre conceitos e práticas</em> propõe ao leitor uma reflexão sobre os pontos de interceção entre as práticas educativas realizadas em contexto museológico e os conteúdos nos currículos educativos formais, a partir da análise de um estudo de caso.</p> <p>De seguida, apresenta-se o artigo <em>O Projeto Plant@ESELx e a participação dos estudantes na caracterização do património vegetal da ESELx</em>, que revela as mais-valias associadas à promoção da consciência ambiental dos estudantes do ensino superior, valorizando-se o património vegetal da ESELx e o seu potencial didático-pedagógico.</p> <p>Pela sua relevância, o tema da pandemia continua a ser estudado, estando presente nos artigos <em>Entre as incertezas e o virtual: a Universidade e a Mobilidade Acadêmica Internacional em tempos de pandemia </em>e <em>As (im)possibilidades de diferentes metodologias no ensino remoto emergencial</em>. Em ambos, o foco é o impacto do Covid19 nas relações nas formas de aprendizagem e nas metodologias.</p> <p>Por fim, e continuando sem perder de vista a importância de nos assumirmos enquanto agentes de cidadania, em particular face ao momento de conflito que estamos a viver, o artigo Sala de aula ou redação do jornal? Uma experiência curricular cidadã, apresenta os resultados de uma investigação, com estudantes do 5.º e 6.º ano do Ensino Básico, assente na metodologia de projeto, enquanto processo promotor de autonomia, afirmação de individualidade e compreensão da importância dos processos de participação social.</p> Cristina Cruz Antónia Estrela Direitos de Autor (c) 2022 Antónia Estrela, Cristina Cruz https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-29 2022-03-29 12 1 2 4 10.25757/invep.v12i1.329