A Escolha da Escola para Filhos com síndrome de Down

Maria de Fátima Minetto, Nathalie Baril, Ana Caroline Bonato da Cruz, Parmes Amanda Stier Ramires Pereira, Nicolle Kristine Santos do Valle, Thais Carolina Carniel, Isabel Louise de Souza Correia

Resumo


A escolarização é uma fase desafiadora para os pais de crianças com síndrome de Down. Desta maneira, a pesquisa objetivou identificar os critérios que subsidiam pais na escolha da escola para seu filho com SD. O método consistiu numa abordagem predominantemente quantitativa que traz alguns aspectos qualitativos. Foram entrevistados 71 famílias, sendo 63 mães, 3 pais e 5 responsáveis, cujos filhos apresentam diagnóstico de síndrome de Down. Após a computação dos dados levantados, as respostas foram classificadas nas seguintes categorias: 1) Os Critérios Utilizados na Escolha da Escola do (a) Filho (a); 2) Escola e suas Vantagens; 3) Escola e suas Desvantagens. Os resultados apontaram que 47% dos pais que escolheram a escola especial apontaram como vantagem os atendimentos especializados oferecidos, já dentre os pais que escolheram a escola comum, 27% fizeram por acreditar no melhor desenvolvimento. Na comparação dos dados sócio demográficos com a escolha da escola comum, houve associação significativa com relação a escolaridade da mãe. Também ficou evidente que os pais que optaram pela escola comum conhecem mais a legislação. Conclui-se que que são múltiplos os fatores que influenciam a decisão dos pais sendo que as facilidades com relação a rotina diária e segurança tem grande influência.


Texto Completo:

PDF

Referências


Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Brasil.(2005).Documento subsidiário à política de inclusão.Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/docsubsidiariopoliticadeinclusao.pdf; Acesso em: 29 de novembro,2017.

Brasil. Lei n°13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Estatuto da Pessoa com Deficiência. Disponível em: <&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm&gt> Acesso em: 22 de novembro, 2017.

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2012)– Decreto Legislativo nº 186/2008 – Decreto nº 6.949/2009 4ª Edição Revista e Atualizada Brasília,

Buscaglia, L. (1997). Os deficientes e seus pais: um desafio ao aconselhamento. Rio de Janeiro: Record.

Curocini,C.,& McCulloch, P. (1999). Psicólogos e Professores: um ponto de vista sistêmico sobre as dificuldades escolares. Tradução: Cristina Muracho. Bauru: EDUSC.

Cunha, E. (2016). Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade. Rio de Janeiro: Wak Editora.

Fonseca, J. J. S.(2002). Metodologia da pesquisa científica. Fo rtaleza: UEC.

Franco, V. (2015). Introdução à intervenção precoce no desenvolvimento da criança: com a família, com a comunidade, em equipe. Évora: Edições Aloendro.

Gil, A. C. (2007). Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas.

Junior, J. V., & Lima, A. L. S. (2011). A inclusão da criança com síndrome de Down no ensino regular. Revista brasileira de educação especial, 9(1),76-87.

Luiz, F. M. R., & M., Nascimento, L. C. (2012). Inclusão de crianças com Síndrome de Down. Revista brasileira de educação especial, 18(1), 127-140.

Luiz, F. M. R., M., Pfeifer,L. I., Sigolo,S. R. R. L., Nascimento, L. C. (2012). Inclusão escolar de crianças com Síndrome de Down: experiências contadas pelas famílias. Psicologia em Estudo, 17(4), 649-658.

Minayo, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001.

Novadzki, I. M. & Bermudez, B. E. B. V. (2017). Saúde integral: serviço público (gestação, período neonatal, infância, adolescência). In M. F. Minetto & B. E. B. V. Bermudez (Org.)Bioecologia do desenvolvimento na síndrome de Down: práticas em saúde e educação baseadas em evidências (pp. 135-156). Curitiba: Íthala.

Medina, G. B. K., Minetto. M. F., & Guimarães, S. R. K. (2017). Inclusão escolar. In M. F. Minetto & B. E. B. V. Bermudez (Org.) Bioecologia do desenvolvimento na síndrome de Down: práticas em saúde e educação baseadas em evidências (pp. 277-286). Curitiba: Íthala.

Minetto, M. F., Crepaldi, M. A.(2017) Visão bioecológica do desenvolvimento humano. In M. F. Minetto & B. E. B. V.

Bermudez (Org.) Bioecologia do desenvolvimento na síndrome de Down: práticas em saúde e educação baseadas em evidências (pp. 39-64)). Curitiba: Íthala.

Minetto, Et Al. As concepções dos educadores sobre inclusão após vinte anos da mudança da lei de diretrizes e bases. (No Prelo). Revista PsicoFAE.

Mustacchi, Z. (2000). Síndrome de Down. In.: Z. Mustacchi, & S. Peres. Genética baseada em envidências – síndromes e heranças. São Paulo: CID Editora. p. 817 – 894.

Mustacchi, Z., & Peres, S.(2000). Genética baseada em envidências – síndromes e heranças. São Paulo: CID Editora.

Pilotto, R. (2017). Aspectos genéticos da síndrome de Down. In M. F. Minetto & B. E. B. V. Bermudez (Org.)Bioecologia do desenvolvimento na síndrome de Down: práticas em saúde e educação baseadas em evidências (pp. 123-134). Curitiba: Íthala.

Rudio, F. V.(1985).Introdução ao projeto de pesquisa científica. 9. ed. Petrópolis: Vozes.

Rodrigues , D. (2015) Equidade e educação inclusiva. 2ª edição. Portugal: Coleção a Página.

Stray-Gundersen, K. (2007). Crianças com síndrome de Down: gria para pais e educadores. Trad. Maria Regina Lucena Borges-Osório. Porto Alegre: Artmed.

Sampieri, R.H et al.(2013). Metodologia de Pesquisa. Porto Alegre: Perso.

Valdez, D. (2016). Ayudas para aprender. Buemos Aires: Paiós.




DOI: http://dx.doi.org/10.25757/invep.v8i1.153

Apontadores

  • Não há apontadores.


Copyright (c) 2018 Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.