Comunicação Matemática: o reconhecimento, pelos professores, da singularidade dos conhecimentos matemáticos dos alunos
DOI:
https://doi.org/10.25757/invep.v3i2.32Resumen
Este artigo discute o papel da valorização das interações sociais entre os alunos e o professor no desenvolvimento de modos de comunicação e de padrões de interação centrados nos conhecimentos matemáticos individuais dos alunos. Os dados foram recolhidos por mim, em contexto de trabalho colaborativo, com três professoras do 1.º ciclo do ensino básico, assumindo uma perspetiva interpretativa da ação e significação das professoras das conceções e práticas de comunicação matemática na sala de aula. O desenvolvimento das interações entre os próprios alunos e entre estes e as professoras, juntamente com o reconhecimento da singularidade dos conhecimentos matemáticos dos alunos, favoreceram a existência dos modos de comunicação reflexiva e instrutiva e dos padrões de extração e de discussão na comunicação matemática na sala de aula, gerando um sentido de responsabilidade coletiva sobre a aprendizagem da matemática e no reconhecimento do conhecimento do outro (aluno e professor).Descargas
Citas
Belchior, F. (2003). Pedagogia, comunicação e existência. Revista Portuguesa de Pedagogia, 37(3), 197-230.
Bishop, A. & Gofree, F. (1986). Classroom organization and dynamics. In B. Christiansen, A. Howson & M. Otte (Eds.), Perspetives on mathematics education (pp. 309-365). Dordrecht: D. Reidel.
Boavida, A. & Ponte, J. (2002). Investigação colaborativa: Potencialidades e problemas. GTI – Grupo de Trabalho de Investigação (Orgs) Refletir e investigar sobre a prática profissional (pp. 43-55). Lisboa: Associação de Professores de Matemática.
Brendefur, J. & Frykholm, J. (2000). Promoting mathematical communication in the classroom: Two preservice teachers’ conceptions and practices. Journal of Mathematics Teacher Education, 3, 125-153.
Cobb, P., Boufi, A., McClain, K. & Whitenack, J. (1997). Reflective Discourse and Collective Reflection. Journal for Research in Mathematics Education, 28(3), 258–277.
Cruz, G., & Martinón, A. (1998). Interacción y construcción significativa del conocimiento: notas teóricas y una práctica educativa. UNO. Revista de Didática de las Matemáticas, 16, 85-100.
Godino, J. & Llinares, S. (2000). El interaccionismo simbólico en educación matemática. Revista Educación Matemática, 12(1), 70-92.
Goetz, J., & LeCompte, M (1984). Ethnography and qualitative design in educational research. Orlando: Academic Press, Inc.
Guerreiro, A. (2011). Comunicação no ensino-aprendizagem da matemática: Práticas no 1.º ciclo do ensino básico (Tese de Doutoramento, Universidade de Lisboa).
Habermas, J. (1998). O Discurso Filosófico da Modernidade. Lisboa: Publicações Dom Quixote.
Mead, G. (1992). Mind, self & society from the standpoint of a social behaviorist. Chicago, IL and London: The University of Chicago Press. (Edição original em inglês, 1934).
Menezes, L. (2004). Investigar para ensinar Matemática: Contributos de um projeto de investigação colaborativa para o desenvolvimento profissional de professores (Tese de Doutoramento, Universidade de Lisboa).
Ponte, J., Brocardo, J. & Oliveira, H. (2003). Investigações matemáticas na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica.
Ruthven, K. & Goodchild, S. (2008). Linking researching with teaching: Towards synergy of scholarly and craft knowledge. In L. English (Ed.) Handbook of international research in mathematics education (2nd ed., pp. 565-592) New York, NY: Routledge.
Saraiva, M. & Ponte, J. (2005). Das tarefas à negociação de significados matemáticos. Atas do ProfMat 2003 (CD) (pp. 305-311). Lisboa: Associação de Professores de Matemática.
Sierpinska, A. (1998). Three epistemologies, three views of classroom communication: Constructivism, sociocultural approaches, interactionism. In H. Steinbring, M. G.B. Bussi & A. Sierpinska (Eds.), Language and communication in the mathematics classroom (pp. 30-62). Reston, VA: NCTM.
Stake, R. (1994). Case studies. In N. Dezin & Y. Lincoln (Eds.) Handbook of qualitative research. (pp. 236-247). London: Sage.
Wood, T. (1994). Patterns of interaction and the culture of mathematics classrooms. In S. Lerman (Ed.), Cultural perspectives on the mathematics classroom (pp. 149-168). Dordrecht: Kluwer.
Wood, T. (1998). Alternative patterns of communication in mathematics classes: Funneling or focusing? In H. Steinbring, M. Bussi & A. Sierpinska (Eds.), Language and communication in the mathematics classroom (pp. 167-178). Reston, VA: NCTM.
Descargas
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Esta obra se publica bajo una Licencia Internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los artículos de la revista Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional están licenciados conforme a la Creative Commons Attribution License (CC BY 4.0). Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
Los autores conservan los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación. Los artículos están simultáneamente licenciados bajo la Creative Commons Attribution License (CC BY 4.0), que permite compartir la obra, incluso con fines comerciales, con el debido reconocimiento de la autoría y de la publicación inicial en esta revista.
Los autores están autorizados a poner a disposición la versión del texto publicada en Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional sin costo alguno en repositorios institucionales u otras plataformas de distribución de trabajos académicos (p. ej., ResearchGate), con la debida cita al trabajo original.
La revista no acepta artículos que estén ya publicados (excepto en forma de resumen o como parte de una tesis), sometidos o que sean sometidos durante el proceso editorial a otras revistas o publicaciones.
e-ISSN: 2182-1372