Entre tesouras para destros e currículos rígidos

despatologizar para incluir

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25757/invep.v16i1.463

Palavras-chave:

Neurodiversidade, Educação inclusiva, Formação docente, Processos de aprendizagem, Políticas públicas

Resumo

Este estudo analisou a articulação entre neurodiversidade e aprendizagem na educação formal brasileira, à luz de referenciais críticos e de uma abordagem qualitativa, bibliográfica e documental. A pesquisa assumiu a neurodiversidade como expressão legítima da condição humana, contrapondo-se às perspectivas biomédicas normativo-deficitárias. Com base na análise dialógica bakhtiniana, investigou-se como os discursos legais e pedagógicos ora acolheram, ora estigmatizaram as singularidades neurocognitivas. Autores como Singer, Armstrong, Araújo e Bolsoni fundamentaram a discussão sobre o direito à diferença, a formação docente e os limites institucionais da inclusão. A análise de políticas públicas e práticas escolares revelou tensões entre os marcos legais e sua materialização concreta, evidenciando a urgência de currículos flexíveis, formação crítica e culturas escolares que escutassem e legitimassem a diversidade. A pesquisa concluiu que uma pedagogia inclusiva exigia não só acesso, mas pertencimento e valorização das múltiplas formas de ser, aprender e ensinar.

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Biografias Autor

Angela Maria Rufino, UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

Doutora em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestra em Letras pela Universidade Federal do Acre (UFAC). Professora da UFAC e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE-UFAC). Líder do Grupo de Pesquisa em Estudos sobre Diversidade e Equidade Educacional (GPEDEE/UFAC). E-mail: angela.rufino@ufac.br

Luiz Antonio Gomes Senna, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutor em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Professor Titular da área de Linguagem no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisador bolsista do CNPq, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, do Programa Prociência-UERJ e da Fundação Cecierj. Líder do Grupo de Pesquisa Linguagem, Cognição Humana e Processos Educacionais.

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Publicado

28-07-2026

Como Citar

Rufino, A. M., & Senna, L. A. G. (2026). Entre tesouras para destros e currículos rígidos : despatologizar para incluir. Da Investigação às Práticas: Estudos De Natureza Educacional, 16(1). https://doi.org/10.25757/invep.v16i1.463