Entre tesouras para destros e currículos rígidos
despatologizar para incluir
DOI:
https://doi.org/10.25757/invep.v16i1.463Palavras-chave:
Neurodiversidade, Educação inclusiva, Formação docente, Processos de aprendizagem, Políticas públicasResumo
Este estudo analisou a articulação entre neurodiversidade e aprendizagem na educação formal brasileira, à luz de referenciais críticos e de uma abordagem qualitativa, bibliográfica e documental. A pesquisa assumiu a neurodiversidade como expressão legítima da condição humana, contrapondo-se às perspectivas biomédicas normativo-deficitárias. Com base na análise dialógica bakhtiniana, investigou-se como os discursos legais e pedagógicos ora acolheram, ora estigmatizaram as singularidades neurocognitivas. Autores como Singer, Armstrong, Araújo e Bolsoni fundamentaram a discussão sobre o direito à diferença, a formação docente e os limites institucionais da inclusão. A análise de políticas públicas e práticas escolares revelou tensões entre os marcos legais e sua materialização concreta, evidenciando a urgência de currículos flexíveis, formação crítica e culturas escolares que escutassem e legitimassem a diversidade. A pesquisa concluiu que uma pedagogia inclusiva exigia não só acesso, mas pertencimento e valorização das múltiplas formas de ser, aprender e ensinar.
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