EDITORIAL

Editorial

 

Marina Fuertes, Clarisse Nunes, Dalila Lino, Otília Sousa


 

O leitor poderá encontrar neste número vários artigos com abordagens inovadoras no âmbito das novas tecnologias, da educação inclusiva e da educação na primeira infância.

No artigo acerca das Tecnologias digitais (TIC) em sala de aula: o professor e a reconfiguração do processo educativo de Patrícia Almeida e colegas podemos encontrar um estudo sobre a perspetiva dos professores do ensino secundário. Esta pesquisa permite aos autores sustentarem uma discussão necessária acerca das abordagens tradicionais e atualizadas nas TIC na sala de aula. No mesmo âmbito de reflexão sobre as integração pedagógica das TIC no contexto educativo apresentamos seguidamente O estudo Integração pedagógica das TIC no contexto de um Edulab – reflexão e sistematização de princípios orientadores de boas práticas (projeto AGIRE) por Vânia Carlos e colegas.

No âmbito da educação inclusiva apresentamos dois artigos com estudos empíricos. O primeiro, da autoria de Francisco Vaz da Silva e Cristina Milagaia, reflete sobre a Inclusão na Perspectiva de Mães de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais. O estudo da perspetiva dos pais é fundamental para a promoção da participação dos pais na inclusão social e educação dos seus filhos. Numa abordagem internacional, uma equipa de autores do Brasil, tendo como primeira autora Fátima Mineto, oferece-nos mais uma vez a perspetiva dos pais na educação com um estudo sobre A Escolha da Escola para Filhos com síndrome de Down. Estes dois artigos aduzem duas realidades distintas com um ponto comum: as dificuldades sentidas pelos pais com filhos com necessidades educativas especiais.

Os dois últimos artigos oferecem-nos novamente a perspetiva dos pais. No artigo de Bárbara Tadeu e Mónica Assis acerca das representações dos pais portugueses sobre as creches, os resultados parecem indicar que os pais valorizam a creche e estão abertos para uma relação aberta e de confiança (Open for a trusting relationship: Portuguese Parent’s representations regarding Day Care). Por fim, o artigo de Catarina Veloso e colegas observa o papel das figuras masculinas na interação com a criança no Estudo sobre as diferenças interativas e comunicativas dos educadores e dos pais com crianças em idade pré-escolar apresentando pais e educadores atentos, envolvidos e competitivos.

Se a educação é uma integrada síntese de perspetivas, o primeiro número de 2018 da revista Da Investigação às práticas: Estudos Educacionais oferece-nos uma riqueza de olhares convergentes na preocupação de oferecer às crianças e aos jovens práticas desenvolvimentalmente adequadas. Nas palavras de palavras de Paulo Freire (1981) Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.